Speleonectes atlantida tem entre 10 a 20 mm e está adaptado para vida numa caverna sem luz
2009-08-28
A descoberta, com implicações para a evolução dos crustáceos, será apresentada de forma detalhada na edição de Setembro da revista Marine Biodiversity
A nova espécie, à qual foi dado o nome de Speleonectes atlantida, é morfologicamente semelhante à Speleonectes ondinae, descoberta no mesmo tubo de lava em 1985. Com base em comparações de ADN foi possível concluir que o túnel alberga uma segunda espécie de remípedes, sendo que a clivagem entre as duas pode ter-se dado após a formação do tubo durante a erupção do vulcão Monte Corona (Lanzarote) há cerca de 20 mil anos.
Apesar de não possuir olhos, este novo habitante, com um comprimento entre 10 a 20 milímetros, está, como outros remípedes (da classe Remipedia), adaptado para a vida numa caverna sem luz, dispondo de longas antenas na parte da cabeça e de filamentos sensitivos ao longo do corpo. O S. atlantida é ainda hermafrodita (apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos).
“Além dos membros que apresenta na cabeça, usados para caçar e perseguir animais com o dobro do tamanho, os remípedes como o S.atlantida também se alimentam através de filtragem de partículas. Por outras palavras, são capazes de ingerir diversos tipos de alimentos”, revelou o investigador Stefan Koenemann, da Universidade de Medicina Veterinária de Hannover, Alemanha.
A equipa que procedeu à exploração do túnel de lava, com um comprimento de seis quilómetros, incluía cientistas das universidades americanas A&M do Texas e Pennsylvania State, a universidade La Laguna em Espanha, e das universidades alemãs de Medicina Veterinária de Hannover e de Hamburgo.
Os primeiros espécimes de crustáceos da classe Remipedia foram descobertos em 1979 durante mergulhos no sistema de cavernas sub-aquáticas da Grand Bahama. Desde então 22 novas espécies foram descobertas. A principal área de distribuição destes animais situa-se entre a península do Yucatan, no Méxicoe atravessa a parte nordeste das Caraíbas.
Porém, duas espécies isoladas geograficamente habitam cavernas na zona Oeste da Austrália e Lanzarote. Esta distância entre as espécies leva a questionar a evolução de toda a classe. Foi assim sugerido que os remípedes são um grupo de crustáceos que terá dispersado pelos oceanos do Mesozóico, há mais de 200 milhões de anos.
Apesar de não possuir olhos, este novo habitante, com um comprimento entre 10 a 20 milímetros, está, como outros remípedes (da classe Remipedia), adaptado para a vida numa caverna sem luz, dispondo de longas antenas na parte da cabeça e de filamentos sensitivos ao longo do corpo. O S. atlantida é ainda hermafrodita (apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos).
“Além dos membros que apresenta na cabeça, usados para caçar e perseguir animais com o dobro do tamanho, os remípedes como o S.atlantida também se alimentam através de filtragem de partículas. Por outras palavras, são capazes de ingerir diversos tipos de alimentos”, revelou o investigador Stefan Koenemann, da Universidade de Medicina Veterinária de Hannover, Alemanha.
A equipa que procedeu à exploração do túnel de lava, com um comprimento de seis quilómetros, incluía cientistas das universidades americanas A&M do Texas e Pennsylvania State, a universidade La Laguna em Espanha, e das universidades alemãs de Medicina Veterinária de Hannover e de Hamburgo.
Os primeiros espécimes de crustáceos da classe Remipedia foram descobertos em 1979 durante mergulhos no sistema de cavernas sub-aquáticas da Grand Bahama. Desde então 22 novas espécies foram descobertas. A principal área de distribuição destes animais situa-se entre a península do Yucatan, no Méxicoe atravessa a parte nordeste das Caraíbas.
Porém, duas espécies isoladas geograficamente habitam cavernas na zona Oeste da Austrália e Lanzarote. Esta distância entre as espécies leva a questionar a evolução de toda a classe. Foi assim sugerido que os remípedes são um grupo de crustáceos que terá dispersado pelos oceanos do Mesozóico, há mais de 200 milhões de anos.

