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domingo, 31 de outubro de 2010

Nova espécie de crustáceos descoberta nas Canárias:

Speleonectes atlantida tem entre 10 a 20 mm e está adaptado para vida numa caverna sem luz

2009-08-28
Uma equipa de cientistas e mergulhadores descobriu uma espécie desconhecida de crustáceos sem olhos, pertencente ao género Speleonectes, durante uma expedição ao túnel Atlântida, o maior tubo submarino de lava localizado em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

descoberta, com implicações para a evolução dos crustáceos, será apresentada de forma detalhada na edição de Setembro da revista Marine Biodiversity
A nova espécie, à qual foi dado o nome de Speleonectes atlantida, é morfologicamente semelhante à Speleonectes ondinae, descoberta no mesmo tubo de lava em 1985. Com base em comparações de ADN foi possível concluir que o túnel alberga uma segunda espécie de remípedes, sendo que a clivagem entre as duas pode ter-se dado após a formação do tubo durante a erupção do vulcão Monte Corona (Lanzarote) há cerca de 20 mil anos.

Apesar de não possuir olhos, este novo habitante, com um comprimento entre 10 a 20 milímetros, está, como outros remípedes (da classe Remipedia), adaptado para a vida numa caverna sem luz, dispondo de longas antenas na parte da cabeça e de filamentos sensitivos ao longo do corpo. O S. atlantida é ainda hermafrodita (apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos).

Além dos membros que apresenta na cabeça, usados para caçar e perseguir animais com o dobro do tamanho, os remípedes como o S.atlantida também se alimentam através de filtragem de partículas. Por outras palavras, são capazes de ingerir diversos tipos de alimentos”, revelou o investigador Stefan Koenemann, da Universidade de Medicina Veterinária de Hannover, Alemanha.

A equipa que procedeu à exploração do túnel de lava, com um comprimento de seis quilómetros, incluía cientistas das universidades americanas A&M do Texas e Pennsylvania State, a universidade La Laguna em Espanha, e das universidades alemãs de Medicina Veterinária de Hannover e de Hamburgo.

Os primeiros espécimes de crustáceos da classe Remipedia foram descobertos em 1979 durante mergulhos no sistema de cavernas sub-aquáticas da Grand Bahama. Desde então 22 novas espécies foram descobertas. A principal área de distribuição destes animais situa-se entre a península do Yucatan, no Méxicoe atravessa a parte nordeste das Caraíbas.

Porém, duas espécies isoladas geograficamente habitam cavernas na zona Oeste da Austrália e Lanzarote. Esta distância entre as espécies leva a questionar a evolução de toda a classe. Foi assim sugerido que os remípedes são um grupo de crustáceos que terá dispersado pelos oceanos do Mesozóico, há mais de 200 milhões de anos. 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

  

 

  Os crustáceos incluem as cracas, lagostins, camarões, caranguejos e seus afins. A maioria é marinha, mas muitos vivem em água doce ou salobra e poucos, como o tatuzinho-de-quintal, encontram-se em lugares úmidos na terra. Espécies aquáticas habitam diversamente a praia, rochas, plantas submersas ou mares abertos; muitas larvas e alguns adultos cavam, outros são pelágicos e poucos vivem em mar profundo. A grande maioria é de vida livre e algumas espécies gregárias ocorrem em grandes grupos. Os cirripédios são sésseis ou parasitas e certos outros crustáceos são comensais ou parasitas de vários animais aquáticos, de hidróides até baleias. Algumas espécies parasitas são de tal forma modificadas que sua posição de crustáceo é mostrada somente em seus estágios larvais.
    Relações com o homem: A carne de certos crustáceos é muito apreciada como alimento humano. Camarões são capturados com arrastões, mas caranguejos, lagostas e lagostins são presos em armadilhas de arame, madeira ou rede, com iscas. O siri da costa atlântica é capturado e mantido em cativeiro até que mude e então é vendido na condição de casca mole. Os pequenos crustáceos que abundam na água salgada e doce são importantes elos no ciclo alimentar de muitos peixes e outros animais aquáticos úteis. Alguns copépodos são hospedeiros intermediários de vermes parasitas do homem e de vários vertebrados.     
CRUSTÁCEOS
Crustáceos são os artrópodes que possuem uma crosta protegendo o corpo. Os principais representantes dessa classe são os camarões, as lagostas, os caranguejos e os siris, todos com 5 pares de patas. São decápodes ( deca= dez; podes= patas, pés).
Na maioria dos decápodes, as 2 patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas como adaptação à preensão de alimentos. Inclui animais tipicamente aquáticos, sendo a maioria marinhos, outros vivem em água doce e poucos, como os tatuzinhos de quintal (jardim) são encontrados em lugares úmidos porem em terra.
A importância da maioria das espécies está no fato de servirem como alimentos para animais maiores, sendo assim um importante elo nas cadeias alimentares que conduzem à peixes e outros animais aquáticos maiores.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Características Gerais dos Crustáceos

Têm o corpo normalmente dividido em cefalotórax e abdome.
São dotados de número variável de pernas, geralmente cinco pares, e dois pares de antena.
Algumas espécies são filtradoras, alimentando-se de microorganismos e de detritos orgânicos diversos que se encontram em suspensão na água; outras são carnívoras e se nutrem de animais que capturam ou mesmo de cadáveres em decomposição.

Morfologia Externa dos Crustáceos

Morfologia Externa dos Crustáceos
Morfologia Externa dos Crustáceos
( clique para ampliar )
Possuem exoesqueleto, este composto por substâncias calcárias que o torna rígido e a quitina, uma das funções da quitina é impedir que o animal perca água, o que poderia desidratá- lo.
São dotados de patas e prolongamentos, estes chamados apêndices. O corpo é dividido em cefalotórax e abdome. O cefalotórax é formado pela fusão da cabeça com o tórax, é coberto pelo prolongamento do exoesqueleto, a carapaça, a extremidade dela é chamada rostro. Na cabeça há um par de olhos, dois pares de antenas sensoriais e um par de mandíbulas para mastigação, a boca localiza- se entre elas e dois pares de maxilas.
Durante a vida do animal ocorre periodicamente a muda. Um novo exoesqueleto se desenvolve embaixo do antigo e depois se solta dele, exoesqueleto antigo se rompe e o animal sai do revestimento. O exoesqueleto que se formou permite o crescimento do crustáceo por um período devido a sua flexibilidade. Depois o exoesqueleto endurece, interrompendo o crescimento.

Cefalotórax

Apresenta-se como uma rígida estrutura, não articulada, resultante da fusão da cabeça e tórax, sendo que a região cefálica é constituída de 5 ou 6 segmentos e a região torácica de 8.
Na região da cabeça um par de olhos penduculados e móveis, dois pares de antenas, o par mais curto é chamado de antênulas birremes e o longo de antenas; ambos são receptores de estímulos do meio ambiente. Ocorre também um par de mandíbulas para mastigação e dois pares de maxilas.
Na região torácica encontramos cinco pares de apêndices (pernas torácicas), denominados PERIÓPODOS, são usados para andar sobre o fundo.

ABDOME

É formado por diversos segmentos distintos e articulados. Seus apêndices (pernas abdominais) são denominado PLEÓPODOS, ajudam na respiração e carregam os ovos das fêmeas. Os últimos segmentos são estruturas achatadas; os dois laterais são denominados urópodos e o central, telso. Em conjunto eles formam um remo para natação.
Obs - cada segmento do corpo é formado como nos insetos por 4 peças:
  • Um tergo
  • Um esterno
  • Duas pleuras

Morfologia Interna do Crustáceo

Morfologia Interna do Crustáceo
Morfologia Interna do Crustáceo

Reprodução dos Crustáceos:

A maioria dos crustáceos é dióica. Os machos usam apêndices especializados para transferir seus espermatozóides
para os receptáculos seminais da fêmea, onde eles ficam armazenados.
Os óvulos são eliminados para fora do corpo e ficam aderidos ao abdome por meio de uma espécie de cola, onde os
espermatozóides armazenados os fecundam. Portanto, a fecundação é do tipo externa.
Em algumas espécies de crustáceos, os ovos se desenvolvem diretamente em formas jovens, semelhantes aos
pais, caracterizando um desenvolvimento direto ( ou seja, o indivíduo não passa por um estágio de larva antes de atingir
a fase adulta ). Em outras espécies, os jovens passam por estágio larvar, caracterizando o desenvolvimento indireto.
Assim, podemos resumir a reprodução dos crustáceos da seguinte maneira :
􀀹 Podem ser monóicos ou dióicos ( maioria ) ;
􀀹 Fecundação : externa ;
􀀹 Desenvolvimento : direto ou indireto.